Encontro de negócios pós quarentena
Aos poucos o mercado está retomando e muitos locais já estão planejando encontro de negócios pós quarentena para colaborar com os empresários da região.
O período de restrições deixou uma marca duradoura na forma de organizar encontros de negócios. Quem voltou a fazer eventos presenciais depois daquela pausa aprendeu, na prática, um conjunto de hábitos operacionais que continuam valendo hoje, mesmo sem nenhuma exigência sanitária.
Este artigo reúne o que ficou dessa experiência e como aplicar em um evento comum.
O que a retomada ensinou
Trabalhar abaixo da capacidade. Os primeiros eventos-teste operaram com uma fração do público que o espaço comportava. O efeito colateral foi positivo: sala com folga tem troca de mesa rápida, menos ruído e mais conforto. A lição que sobrou é simples. Se o salão comporta 100 pessoas, faça o evento com 70. A diferença aparece na avaliação.
Confirmação ativa. Naquele período, todo mundo passou a confirmar presença individualmente na véspera. É trabalho, mas reduz a ausência de forma sensível, e ausência é o que mais desorganiza uma rodada.
Registro de tudo. Presença, horário de chegada e ocorrências deixaram de ser detalhe. Hoje esse registro é o que sustenta a proposta para patrocinador e âncora na edição seguinte.
Plano B sempre pronto. Eventos passaram a ser desenhados com a pergunta "e se metade não vier?" respondida antes. Quem tem essa resposta conduz. Quem não tem, improvisa na frente da sala.
A demanda reprimida e como aproveitá-la
Depois de qualquer período de retração, existe uma fila de empresas precisando recuperar faturamento. Essa fila é o público natural de um encontro de negócios, porque a rodada entrega exatamente o que elas procuram: acesso direto a quem compra, sem intermediário e sem prazo longo de prospecção.
O formato explica o apelo. A cada rodada, cada participante senta diante de gente nova, e ao fim da tarde conversou com dezenas de donos de empresa. Nenhum outro formato entrega esse volume de contato qualificado no mesmo intervalo de tempo.
Para quem organiza, isso significa que o argumento de venda do ingresso está pronto. Basta escrevê-lo de forma concreta: "dezenas de conversas de negócio, com empresas do setor X da região, em uma tarde".
Como desenhar o evento de retomada
Comece menor do que você gostaria. Uma edição de 40 pessoas bem conduzida gera a segunda edição. Uma de 100 mal conduzida encerra o projeto.
Confira o formato antes de anunciar. Primeiro decida a experiência: conversas mais longas com menos gente, ou contato rápido com muitas empresas. Essa escolha define o tempo de fala e se a rodada é aberta ou setorial.
Depois vem o que a sala decide. Quantas pessoas confirmam, quantas mesas cabem e quantos lugares cada mesa tem determinam quantas rodadas o evento sustenta sem repetir encontros, e quanto da tarde a dinâmica ocupa. O número de rodadas é consequência desse desenho, não escolha de agenda.
Anunciar antes de conferir é o risco clássico de quem retoma: o convite promete mais rodadas do que a sala comporta, e o participante senta duas vezes com a mesma pessoa. Na demonstração, o software mostra o que a sua sala comporta, com os seus números.
Prefira parceria a aluguel. Restaurante em horário ocioso, coworking, associação comercial. Custo fixo baixo é o que permite errar na primeira edição sem prejuízo. Veja utilizar espaços ociosos.
Traga uma âncora compradora. É o que faz o ingresso valer o preço. Veja empresas âncoras.
Benefícios que o participante realmente colhe
- Acesso a quem decide, sem passar por triagem.
- Fornecedores novos, muitas vezes mais perto e mais baratos que os atuais.
- Parcerias com empresas que atendem o mesmo cliente com produto diferente.
- Marca lembrada, porque apresentar para um grupo pequeno várias vezes fixa melhor do que falar uma vez para uma plateia.
- Leitura do momento do setor, ouvindo dezenas de empresas em uma tarde.
Erros da primeira edição pós-pausa
- Anunciar formato antes de saber quantos confirmam. O número de rodadas é consequência do desenho, não uma escolha.
- Ignorar a taxa de ausência. Ela é maior depois de períodos de incerteza. Trabalhe com margem.
- Programação longa antes das rodadas. Palestra de uma hora come o tempo do produto principal.
- Não ter como refazer a distribuição na hora. É o que separa evento profissional de improviso.
- Encerrar sem coletar avaliação. Sem retorno, você repete os mesmos erros na edição seguinte.
Onde a operação faz diferença
No Rodada de Sucesso, o planejamento mostra o que a sua combinação de participantes, mesas e lugares comporta, com alternativas medidas ao lado, e a simulação deixa você testar antes do dia: menos gente, mais gente, âncora que cancelou.
No dia, a operação controla tempo de fala, intervalo e troca, com alertas sonoros e uma segunda tela de projeção mostrando rodada, cronômetro e instrução. A presença é marcada rapidamente e as ocorrências ficam registradas com horário e rodada. O software avisa quando há falta, mesa vazia ou encontro indevido. Se alguém faltar, o sistema reorganiza só o necessário e as rodadas já realizadas não mudam.
O software funciona offline, o que resolve o problema de internet instável em espaços emprestados, e o estado é salvo periodicamente, de modo que uma queda do computador não perde o evento.
Para continuar
Veja como organizar uma rodada de negócios, como divulgar um encontro de negócios e o que fazer após a rodada.
Retomada não se faz com evento grande. Se faz com evento bem conduzido, que gera o próximo.
Leia também
-
Encontro de Negócios: 5 dicas para se dar bem!
Encontro de negócios é um tipo de evento que deve ser tratado como oportunidade e o empreendedor não pode desperdiçar...
-
Encontro de negócios: Como apresentar bem a sua ideia
Ao participar de um encontro de negócios, muitos empreendedores têm a chance de conseguir novas parcerias e negócios. O...
-
Encontro de Negócios: A importância do Networking
O Networking é essencial para o empreendedor, principalmente aquele que trabalha com Encontro de Negócios, o...